sábado, 8 de junho de 2013
Sugar man ou o fenómeno de conseguir retomar algo do mesmo ponto onde parou
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Existe um certo caminho que se percorre em cada pessoa.
Existe, como que um jogo em que se acerta as regras de entrada, em cada um de nós.
Desse caminho vamos extraindo informações da pessoa que conhecemos e vamos nós também abrindo portas à passagem do outro.
Muitas vezes temos em nós entradas diferentes para diferentes pessoas. Como se fossemos diferentes países, de acordo com os diferentes turistas que nos visitam.
Não somos os mesmos para todas as pessoas que conhecemos.
Para cada um que chega há de nós uma parte reservada e partes preservadas ou interditas. Para cada um há um caminho diferente e muitas portas a abrir ou evitar.
Conduzimos os outros dentro de nós.
E, das pessoas que entram e exploram, há sempre aquelas que parecem conhecer mais do que mostramos. Há sempre aquelas pessoas que sentimos terem portas ocultas como as nossas.
E há também sempre a ilusão de que está tudo dito e não é preciso insistir com o jogo das regras para determinadas pessoas. Porque elas saberão. Elas saberão o que sentimos.
Mas a verdade é que as pessoas se perdem dos nossos caminhos se não os percorrem há muito. Chegar e abrir a porta há muito fechada é pedir a alguém para entrar com os olhos vendados e acreditar que pode ir em frente. Ninguém ou poucos o farão.
Talvez por isso se use o verbo "fazer" quando se fala em amizades. É uma construção.
Não se pode abandonar uma amizade e retoma-la do mesmo ponto.
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