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Um dia virá
Num jornal sensacionalista
Uma grande cobertura
Ao caso do cientista
À beira da loucura
Ninguém saberá
Explicar o sucedido
Como a pobre criatura
No desespero do momento
Terá assim desistido
De implorar financiamento
Os colegas de joelhos
Apelam da decisão
Olham-no de olhos vermelhos
E chamam-no à razão
Mas já nada o traz de volta
À escrita do projecto
Lá dentro sente a revolta
E manda a ciência pró tecto
Mudou então de vida
Farto da Ciência do Talvez
E no meio da avenida
Instalou-se de uma vez
Lado a lado com o pobre
Compincha do sem-abrigo
Pedincha de forma mais nobre
Encontra um novo sentido
E assim nessa insistência
De vagabundo orgulhoso
Resgata a sua ciência
Do terreno pantanoso
Para um lugar diferente
Sem pedintes disfarçados
De cientistas eminentes
Em projectos embrulhados
Um dia virá então
O cientista corajoso
Que indiferente à multidão
Virá assumir o seu nojo
À ciência prostituida
Que vende o corpo ao projecto
Não interessa se importante
Não interessa se verdade
A ciência é do pedante
Que mais de si faz alarde
E eu ...ai suspiro profundo
Ando também sem pudor
A convencer meio mundo
Da minha ciência maior
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