terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Criptofonia

3 músicas e uma só mensagem encriptada.


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Back to black


Amy Winehouse - Back To Black [Acoustic The Orange Lounge]
Enviado por wonderful-life1989. - Clipes, entrevista dos artistas, shows e muito mais.

(Nota: o vídeo não é muito bom, pois a voz não está sincronizada com a imagem, mas eu queria especificamente esta versão acústica, que no youtube não tem autorização para incluir em sites...pode acessar-se em : http://www.youtube.com/watch?v=WbVp09E1LRg)_________________________

Dialética
Se calhar se a Amy Winehouse não fosse tão espectacular no que faz, era uma pessoa com menos problemas e mais feliz. Mas se calhar se a Amy Winehouse fosse uma pessoa com menos problemas e mais feliz, não era tão espectacular no que faz.

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É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz

Mas acontece que eu sou triste...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Já me sinto melhor #2


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Não há nada mais animador que pensar que é hoje o dia de todas as possibilidades.

domingo, 19 de dezembro de 2010

sábado, 18 de dezembro de 2010

Ficam tão bem juntos #7


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Continuando com PJ harvey, desta vez com Tricky em broken homes. A música com um som de quase parada militar é fantástica.

Ficam tão bem juntos #6


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Mais um duo com o Thom Yorke, desta vez com PJ Harvey, em que as vozes encaixam de forma brilhante.
Penso que será difícil algum duo não funcionar bem com o Thom Yorke, porque tem uma sensibilidade extrema para a interpretação.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Espalhem a notícia


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Esta música ganhou tanto com a voz da Manuela Azevedo. Ficou perfeita

A cover a day puts the doctor away #9


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Femme Fatale
E por falar em Velvet Underground, um grupo com quem aprendi que havia mais música a explorar que o mainstream das musiquinhas que as radios e as suas playlists nos dão, aqui está femme fatale com a voz especial da Nico. Mais uma vez apesar de até gostar da versão do Beck, o original é muito marcante para ser preterido.

A cover a day puts the doctor away #8


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So long Marianne
A 1ª versão é do John Cale (que fez parte dos Velvet underground) com a Suzanne Vega. As imagens das senhoras que alguém pôs no youtube por mais perturbadoras que possam parecer tornam-se engraçadas quando se sabe que são as fotos que aparecem das Marianne pesquisadas no google.
A 2ª versão é do Beck que não se descolou muito da voz mais madura do Leonard Cohen.
As versões são boas, mas o que dizer: Leonard Cohen é Leonard Cohen

Comptine d'un autre été


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Adoro Yann Tiersen.
Vou dormir depois desta maravilha

Já me sinto melhor #1


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Nova rubrica para entrelaçar com as outras.
Há músicas que fazem mais efeito que um comprimido e que depois de as ouvirmos pensamos: já me sinto melhor.
Tenho muitos destes comprimidos para a alma, normalmente muito cheerfuls e leves para aqueles dias que o ceu cinzento não faz nada por nós.
Começo com Sérgio Godinho (ele tem uma farmácia grande destes benditos remédios), numa música que simplesmente dispõe bem.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ficam tão bem juntos #5


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Ai a Kylie Minogue fica muito, mas mesmo muito bem com o Nick Cave. Nem sabia que ela tinha uma voz tão bonita. Adoro esta música

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Little water song



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Tenho que me afastar daqui, mas não sem deixar uma música lindíssima. É também um dueto, mas a uma única voz (Ute Lemper outra vez) com letra de Nick Cave.

Ficam tão bem juntos #4


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Este album é fantástico e esta música soberba no dueto de Neil Hannon com a poderosíssima Ute Lamper.
Já pareço ter uma pequena preferência pelo Neil Hannon...é verdade, está-se a desenvolver essa compulsão de o ouvir porque acho graça à imponderável conjunção da sua frágil figura com o seu vozeirão. Acho-o também muito versátil (basta ver como acompanha igualmente bem uma voz doce como a Cathy e uma voz forte como a Ute).

Ficam tão bem juntos #3

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Stuart stables e a sua voz única em dueto com Ann Magnuson. Muito bom.

Ficam tão bem juntos #2


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Outra vez Björk e Thom Yorke dos radiohead, desta vez juntos e maravilhosamente.

A cover a day puts the doctor away #7




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Duelo de titãs. Björk e Radiohead.
Gosto da versão dos radiohead, especialmente os apontamentos mais electrónicos. Mas tenho Björk a mais no sangue para abandonar a minha preferência pelo original, que é como quase tudo dela "de cortar a respiração".

Ficam tão bem juntos #1



Gosto imenso de duetos de voz feminina e masculina.
E há muitos que ficam tão bem juntos. Acho que no tempo das minhas k7s temáticas já tentei fazer uma k7 só de duetos.

Abro o tema com Neil Hannon e Cathy Davey (a tal Cathy que o inspira tanto na música Cathy do Rodrigo Leão). Desconhecia esta irlandesa, mas tem uma voz muito peculiar e doce. Ouvi dela um single "little red" muito bom, mas vou explorar mais.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Com um brilhozinho nos olhos



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Mais expressiva que a manada de gnus:

Com um brilhozinho nos olhos
E a saia rodada
Escancaraste a porta do bar
Trazias o cabelo aos ombros
Passeando de cá para lá
Como as ondas do mar
Conheço tão bem esses olhos
E nunca me enganam
O que é que aconteceu diz lá
É que hoje fiz um amigo
E coisa mais preciosa no mundo não há
É que hoje fiz um amigo
E coisa mais preciosa no mundo não há

Com um brilhozinho nos olhos
Metemos o carro
Muito à frente muito à frente dos bois
Ou seja fizemos promessas
Trocámos retratos
Traçámos projectos a dois
Trocámos de roupa trocámos de corpo
Trocámos de beijos tão bom é tão bom
E com um brilhozinho nos olhos
Tocámos guitarras
Pelo menos a julgar pelo som
E com um brilhozinho nos olhos
Tocámos guitarras
Pelo menos a julgar pelo som

E o que é que foi que ele disse?

Com um brilhozinho nos olhos
Corremos os estores
Pusemos a rádio no on
Acendemos a já costumeira
Velinha de igreja
Pusemos no off o telefone
E olha não dá para contar
Mas sei que tu sabes
Daquilo que sabes que eu sei
E com um brilhozinho nos olhos
Ficámos parados
Depois do que não te contei
E com um brilhozinho nos olhos
Ficámos parados
Depois do que não te contei

Com um brilhozinho nos olhos
Dissemos sei lá
Tudo o que nos passou pela tola
Do estilo: és o number one
Dou-te vinte valores
És um treze no totobola
E às duas por três
Bebemos um copo
Fizemos o quatro e pintámos o sete
E com um brilhozinho nos olhos
Ficámos imoveis
A dar uma de tête a tête
E com um brilhozinho nos olhos
Ficámos imoveis
A dar uma de tête a tête

E o que é que foi que ele disse?

E com um brilhozinho nos olhos
Tentámos saber
Para lá do que muito se amou
Quem eramos nós
Quem queriamos ser
E quais as esperanças
Que a vida roubou
E olhei-o de longe
E mirei-o de perto
Que quem não vê caras
Não vê corações
E com um brilhozinho nos olhos
Guardei um amigo
Que é coisa que vale milhões
E com um brilhozinho nos olhos
Guardei um amigo
Que é coisa que vale milhões

E o que é que foi que ele disse?

A difícil tarefa de verbalizar o que se sente

Acho que entretanto perdi a capacidade de escrever.
Não sei se aconteceu com o nascer do primeiro fio branco de cabelo.
Ou se as noites de insónia adormeceram o último neurónio inspirado.
Acho até que foi um processo lento. Já não sei escrever há muito tempo. Já quase não me lembro de saber escrever. E ao dizer "saber escrever" refiro-me à compulsão que sentia. Ao estado emergente...à necessidade imediata. Ao acto simples de sem pensar, pensar por escrito, mal conseguindo acompanhar com a agilidade da mão, a rapidez da palavra.Sinto falta de escrever, daquela forma incontida de quem verte uma lágrima. Escrever naturalmente como quem pensa num desejo e sopra as velas.
É exasperante continuar a pensar e a sentir da mesma forma, mas não ser simplesmente capaz de dizer uma palavra sobre o assunto. Sinto que não consigo que o que penso chegue ao lado de cá do abismo. Rompeu-se uma qualquer travessia que fazia a ligação directa à palavra. Entrei numa espécie de auto-censura que não sei desbloquear.

E um sem número de vezes me sinto como agora em que por mais que tecle, a nenhuma destas letras fui capaz de passar a mensagem.

Acima de tudo gostava de saber expressar o que sinto. E o que sinto agora é que uma manada de gnus se libertou e ao meu redor apenas aquela poeira bem-vinda da corrida desenfreada. Sinto que me arrancaste uma manada de gnus do peito e ainda tremo com a emoção da porta escancarada.

e que música merece esta tradução deficitária do que sinto? (vou pensar)

A cover a day puts the doctor away #6


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The man who sold the world

Esta música do David Bowie, é muito mais conhecida pela cover unplugged dos Nirvana. As duas não diferem muito no global. E eu não sei bem qual delas prefiro. Talvez, ainda assim prefira o original do David Bowie, porque é uma música mais psicadélica,onde o glam rock se antevê por trás daquela voz metálica cheia de brilho. Mas eu sou suspeita, pois gosto mesmo muito do David Bowie.

A cover a day puts the doctor away #5



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Come as you are
Um original dos Nirvana e uma versão jazzistica (apesar de versão é muito original) do Charlie Hunter Trio sugeridas pelo meu amigo Jorge S.
O original dos Nirvana dispensa comentários. A cover em tom de jazz é surpreendente. Gostava mesmo de saber tocar alguma coisa para poder transfigurar assim uma música. Para poder mudar-lhe o sabor e a cor e no final deixar de ter um olhar único para ter mil, bem diversos.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A cover a day puts the doctor away #4


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Para ver se afasta a gripe
Avec le temps

O original e a fantástica versão da Teresa Salgueiro, acho que prefiro esta última

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A cover a day puts the doctor away #3



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Golden Skans

Neste, para mim ganha a cover dos Clã...indubitavelmente

A cover a day puts the doctor away #2


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ALABAMA SONG

Mais um empate técnico. Adoro a voz decadente no original de Kurt Weill que me lembro de ouvir num disco vinil que propagava o roufenho desta versão crua.
E adoro a versão dos Doors que souberam manter na parte instrumental aquele som de feira popular. Quase que dá para imaginar um carrocel cheio de luzes e uma garrafa de whiskey a servir de cenoura aos músicos que nos cavalinhos perseguem a sensação da euforia.

Fantásticas as duas.

ADENDA:

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Esta versão dos Young Gods, sugestão do Jorge S. também está fantástica. É uma verdadeira versão, porque a sonoridade foi completamente reinventada e adaptada ao rock industrial deste trio suiço. Com um tom muito underground, vai na mesma buscar o espírito obscuro do original de weil, mas com um tom moderno. Adoro descobrir estas coisas. Obrigada Jorge!

A cover a day puts the doctor away #1


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Sou da empedernida opinião que para fazer uma versão de uma música é preciso que a versão traga mais ou diferente...senão melhor nem tentar.

Vou aqui trazer covers ou versões de músicas que gosto (e às vezes já gostava do original).

A primeira mora em baixo...cake e a sua versão I will survive. Acho meritória esta cover, porque ainda por cima é feita para uma música já de si excelente. Sem imitar, os cake conseguiram aumentar o ar sarcástico com aquela voz um pouco: "WTF I don't really care"....muito boa

Nesta eu diria:
Versão Gloria Gaynor 1....Cover cake 1 (empate técnico)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Nem todos os sapos viram príncipes


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Pois não.
Não é sempre que pegamos num sapo para o aproximar da boca e de um beijo se solta um príncipe. Às vezes aproximamos o sapo dos lábios, apenas para o engolir.
Hoje tive que engolir um sapo daqueles mais intragáveis. Um sapo escanzelado e com um dente afiado, seco e espinhudo que me arranhou todo o sistema digestivo à sua passagem.

Nota mental:

1- Nunca, mas mesmo nunca mais me aborrecer com pessoas/coisas que não valem a pena
2- Se tiver que engolir mais sapos...passa-los por azeite, coentros ou gratina-los e empurra-los goela a baixo com um vinho excelente....é o que irei fazer de seguida
3- Rebentar de orgulho e alívio cada vez que tenho uma oportunidade como esta de reconhecer que sou muito mais inteligente e muito, mas mesmo muito melhor pessoa
4- Também posso ficar contente por não ter um dente que parece que nasceu do nariz
5- Tentar controlar mais as expressões que faço quando tenho que engolir sapos. Se os estou a engolir, pelo menos que ninguém repare