segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Love is a losing game


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domingo, 30 de janeiro de 2011

Domingo à noite

Haverá algo mais deprimente que as noites de Domingo?

Para mim o Domingo cheira sempre ao barulho das corridas de fórmula 1 na TV, que me deixavam com uma dor profunda e a sensação de que estaria na eminência de ficar doente. Essa sensação de doença eminente era apenas a semana que ia começar e que despontava em mim como uma febre.
É o que sinto agora. Estou infectada do fim do fim-de-semana e esta é uma doença crónica cujo sintoma principal é sentir no estômago o zunido de uma corrida de fórmula 1.
Não sou pessoa para me impressionar com a esposição do corpo humano...só o domingo me deita abaixo!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Há música no ar...

...que respiro.

SÉRGIO GODINHO - É TÃO BOM (AO VIVO) from Persona Non Grata on Vimeo.


Últimos concertos a que fui: Deolinda no Coliseu do Porto e Sérgio Godinho no casino da Figueira da Foz.
Os Deolinda são aquela injecção de energia, para vencer a crise, o frio ou o vírus da gripe. Aquele tom popular aliado às letras bem urdidas e à irreverência da Ana Bacalhau, que a tudo isso junta uma voz parecida com a da Teresa Salgueiro, mas com mais pica, fazem com que o resultado seja sempre bom.

Ai, mas o Sérgio Godinho a cantar numa sala pequena com mesas de bar, foi o coração cheio de tudo o que me faz falta. É tão bom, faz tão bem.

E mais uma vez sinto que estou quase a apreender a unicidade que explica tudo isto. Cada vez mais sinto que não posso deixar que as misérias diárias me tirem este ar que renova a mais murcha célula.
A vida é mais que um problema laboral.
Ser feliz é estar feliz e o segredo é estar tantas vezes que mal se notem os intervalos.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

José do Canto

Ando num deserto de leitura e à parte do trabalho que me obriga a leitura constante, tenho lido pouquíssimo e coisas esparsas. Acabei no entanto um livro que a minha mãe me ofereceu no Natal e ainda bem que o li.
Passei as férias do verão nos Açores e, especialmente em S. Miguel e em particular em Ponta Delgada, é frequente a menção a José do Canto. Visitei inclusivamente em Ponta Delgada o "jardim de José do Canto", que achei muito abandonado, embora pelas espécies presentes deixasse a sugestão que teria sido muito bonito. Ainda me fartei de reclamar para mim mesma com o preço do bilhete, pois o actual estado do jardim não parecia estar a beneficiar de manutenção nenhuma, pelo que não entendi o valor que cobram aos visitantes.
Depois de ler o livro, sobre o homem, por trás do nome, apetecia-me voltar aos Açores e deter-me com admiração por cada menção a José do Canto, ainda presente.
O livro é no fundo uma quase biografia que traça o perfil de José do Canto, muito apoiado nas cartas que este trocou com os vários membros da família. Embora o título se refira aos Cantos, quem realmente me interessou foi José do Canto e penso que mesmo à autora, apenas ele interessa.
José do Canto foi uma pessoa admirável, que viveu no século XIX, mas que era feito de matéria intemporal, de tal modo que o seu nome lhe sobrevive ainda hoje. Não me interessa grandemente, linhagens familiares e enquadramento histórico. Claro que é interessante saber que este homem acompanhou os filhos, como ninguém faria nessa altura e mudou-se para Paris de armas e bagagens com o único propósito de estar perto enquanto eles recebiam a educação que ele considerava ser a melhor, permanecendo quase em exílio com a data marcada para o regresso apenas quando os filhos se formassem. É interessante saber que este homem foi pioneiro na visão de S.Miguel relativamente ao mundo, investindo em novas culturas (ananás, chá) e debatendo-se com a inércia política para construir uma doca em Ponta Delgada e assim facilitar o comércio com o exterior. É interessante saber que este homem era um curioso pela ciência e se dedicou a coleccionar cerca de 6000 espécies de plantas de todo o mundo, que fez crescer no dito jardim, que eu (com tristeza agora reconheço) não consegui apreciar pelo desmazelo. É muito interessante saber que este homem nunca deixou de dizer à mulher o quanto a amava, e fazia-o em todas as cartas e todas as separações que as viagens obrigavam, sempre sem aquele medo estúpido que alguns homens demonstram, de dizer demais o que sentem (a velha desculpa do medo da banalização das palavras...meus amores, as palavras não são as culpadas, culpa é a de quem as massacra e sentindo-as gastas, não as sabe reacender).
Mas por mais interessantes que sejam estes factos, por revelarem o espírito, a curiosidade e a progressão de pensamento, tão inusitados para a época e ainda mais para um homem rico, mas não aburguesado (era até espartano), o que mais me interessou não foi isso. O que mais me interessou foi ler as cartas que José do Canto escrevia (escrevia muito bem) e nelas pressentir o que estava por trás de tudo o que ele fazia: a paixão.
Cada vez mais me convenço que a paixão, em todas as suas formas, é o motor da vida.
A paixão movia José do Canto a não estagnar. Tinha paixão pelo conhecimento, paixão pela mulher, paixão pelos filhos, paixão por uma imagem de futuro que ele havia delineado na sua cabeça.
Nada lhe correu de feição. A família não partilhava do mesmo sangue veloz. Os filhos de educação esmerada eram apáticos. Não tinham gosto por nada em particular e isso tornou-os perdidos e vagos. A mulher, talvez por restrições da época (as mulheres teriam que ser bem fortes para alguma paixão do carácter sobreviver a todas as restrições sociais), era queixosa e imagino-a amarela, queixando-se e vivendo lamurienta. A política e a sociedade eram como hoje são, cheias de burocracias, demoras, jogos idiotas que o exasperavam.
Tudo isto fez com que entristecesse e apesar de nunca perder o vigor, nem a chama que lhe era intrínseca, viu-se resignado a constatar que a felicidade é uma idéia romântica e ilusória.
E é assim que apesar de José do Canto acabar os dias a pensar que falhou, vem mais de 100 anos depois tocar no ombro de alguém que lê as suas cartas, como que a sussurrar: e tu, o que vais fazer do teu privilégio de viver? que paixões vais levar adiante? o que te faz correr o sangue?
E eu, com a marca no ombro ainda viva, não consigo dormir antes de sussurrar de volta:
Se me pudesse ouvir/sentir só lhe queria agradecer e dizer que não falhou, pois há-de tocar no ombro a tanta gente que, como eu, de vez em quando, pelo cansaço, pela rotina, pelo trabalho ou por desculpas várias, se esquece de se sentir sempre apaixonada.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Playing on my head's radio #2

Valsinha de Chico Buarque

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Sentido do sentir


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Alguém me dizia um dia que eu misturava os assuntos todos.
Talvez seja porque tudo se resume a um só assunto, de onde todas as conversas são apenas reflexos/produtos ou ramificações.
Assim como o facto de ninguém ser o que quer e sermos apenas aquilo que podemos com as escolhas que fizemos. Dizer isso, é o mesmo que dizer amor, saudade ou até uma sobremesa de chocolate derretido. Porque embora não pareça está tudo relacionado.

Ontém na insónia nocturna, isto fazia mais sentido. Talvez um dia saiba explicar melhor.
Por agora tenho que voltar ao trabalho, pois que ele também faz parte deste assunto.

Today's mood is...#3

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Playing on my head's radio #1



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Tenho uma estação de rádio na cabeça. Todos os dias acordo com uma música a tocar. Não escolho, não penso em mudar...simplesmente acontece.

A de hoje é my man da Billie Holiday.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Today's mood is...#2

My Stomach Is The Most Violent Of All Of Italy

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Today's mood is...#1

Que o amor não me engana

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