terça-feira, 17 de maio de 2011

sábado, 14 de maio de 2011

Saturday's-into the mood

Everything in its right place - radiohead

Saturday's - in the mood



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Há uns tempos que sinto que a música diz quase tudo por mim.
Poderia experimentar descansar a voz e ter todas conversas em play.
E play back, para os distraidos que não percebessem à primeira.
A música quando a ouço, diz tudo o que sinto e ainda me faz sentir tudo o que diz.
Para quê ser redundante?

Deste dia em diante e durante 30 dias, farei esta experiência pseudo-psico-antropológica da capacidade de expressão através da música e de regeneração através da música. E a cada dia colocarei uma música "in the mood" que exprima um resumo do meu dia (físico ou mental) e uma música "into the mood" que me encaminhe de outra forma, para onde pretendo que o meu dia vá.

Marlene morganha a caminho

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Sentimental

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Nestes tempos incertos, quero trocar o mundo por um novo só para ti, Francisquinha

Recomponham o mundo
Para a minha menina especial
Reponham a esperança
Segurem o final, o final
Que nela há só o começo
E falta o caminho,
O tropeço, os enganos
A sorte
e todos os planos
Falta o amor, a dor e o desejo
Falta o beijo, o beijo,
Falta o beijo

Sensível, pequena e sentimental

E eu peço, e eu peço
Recomecem o mundo
Do fim ao princípio
Devolvam o sonho
De volta ao início
Pois nos olhos ao fundo
dos olhos
dela
(ela a menina, sensível, pequena e sentimental)
eu vejo
esse desejo profundo
do que falta ainda afinal

Sensível, pequena e sentimental

Tens direito a um mundo
com dias de sol
com dias de sal
e um mar que te lave
do peito, "o tal"
e te inunde o olhar
para acordar refeito
amanhã
Tens direito,
O Direito
de ter ainda um sorriso igual
àquele que hoje trazes perfeito

Menina dos olhos (meus)
Tão Perfeita
Tão sensível
e sentimental

Com a língua por bandeira

__________________________________________________________ Crise, tempos difíceis. A velha lenga-lenga de café de que este país não vai para a frente. E no entanto, eu que me sentia tão apátrida e tão ingenua-pretensiosamente me considerava cidadã do mundo, depois de deixar de dizer palavras de café e começar a conhecer realmente o mundo, aqui afirmo que não trocava a nossa língua por nenhum Hamburgo próspero. Nenhuma Merkel, nenhuma alemanha, nenhum alemão, nenhum instituto cientificamente avançado. Nenhum anel de electrões acelerados. Nenhuma radiação energética. O meu país é a língua portuguesa. E por mais que políticos execráveis se esforcem por esvaziar os bolsos, o futuro, a ciência ou a esperança, a palavra fica sempre connosco. E ninguém a tem mais bela.