segunda-feira, 9 de maio de 2011

Com a língua por bandeira

__________________________________________________________ Crise, tempos difíceis. A velha lenga-lenga de café de que este país não vai para a frente. E no entanto, eu que me sentia tão apátrida e tão ingenua-pretensiosamente me considerava cidadã do mundo, depois de deixar de dizer palavras de café e começar a conhecer realmente o mundo, aqui afirmo que não trocava a nossa língua por nenhum Hamburgo próspero. Nenhuma Merkel, nenhuma alemanha, nenhum alemão, nenhum instituto cientificamente avançado. Nenhum anel de electrões acelerados. Nenhuma radiação energética. O meu país é a língua portuguesa. E por mais que políticos execráveis se esforcem por esvaziar os bolsos, o futuro, a ciência ou a esperança, a palavra fica sempre connosco. E ninguém a tem mais bela.

Sem comentários: