Sobre viver, há muita tinta gasta acerca de como o fazer. Mas a verdade é que apenas vivendo se aprende o que há a aprender sobre viver.
Quando não se aprende sobre viver, resta sobreviver.
Interessante como a palavra sobreviver ganha asas quando colocamos um simples espaço antes de viver.
Deveria estar atenta e ter percebido que me faltava apenas ganhar espaço e mudar tudo.
É que às vezes tudo depende da nossa errada percepção do mundo. Achamos que perdemos pessoas, quando muitas vezes ganhamos espaços na nossa vida, que estavam afinal mal ocupados.
Sinto que me libertei de tudo o que era tóxico. Chorei tantas lágrimas a forçar situações cujo desfecho me mostrou que afinal é isso...só resta aceitar e aprender sobre viver.
Para todos os que me fizeram sobreviver no passado, tenho apenas que agradecer, porque sem vos ter perdido ou arrancado não aprenderia nunca a ganhar o vosso espaço vazio ... tão necessário para começar FINALMENTE a viver.
A vocês todos, com profundo agradecimento pela dor educativa, dedico esta canção:
terça-feira, 17 de novembro de 2015
terça-feira, 25 de agosto de 2015
O limbo
Tenho frequentemente esta sensação de estar a viver num limbo.
É esse ponto da vida onde se veio de algum lugar e ainda não se chegou ao seguinte.
Um ponto meio suspenso. Um cume de uma montanha até onde se subiu e se sabe que agora é apenas provável a descida.
Esse ponto implica que aparentemente esteja a mudar. Aparentemente apenas. Não estou a mudar, apenas me transmuto. Na subida fui percebendo melhor quem sou e fui descobrindo melhor o que não quero. E quando afastamos o que não queremos limpamos uma espécie de trilho que sempre ali esteve, sem que déssemos por ele.
É por ele que sigo cada vez mais segura de que finalmente encontrei o meu caminho
É esse ponto da vida onde se veio de algum lugar e ainda não se chegou ao seguinte.
Um ponto meio suspenso. Um cume de uma montanha até onde se subiu e se sabe que agora é apenas provável a descida.
Esse ponto implica que aparentemente esteja a mudar. Aparentemente apenas. Não estou a mudar, apenas me transmuto. Na subida fui percebendo melhor quem sou e fui descobrindo melhor o que não quero. E quando afastamos o que não queremos limpamos uma espécie de trilho que sempre ali esteve, sem que déssemos por ele.
É por ele que sigo cada vez mais segura de que finalmente encontrei o meu caminho
sábado, 27 de junho de 2015
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