quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Da In sonia para a out sonia....ou como domesticar um cérebro que se conhece de gingeira

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Chegou-me a Sónia, mais uma vez nesta noite fria.
Tenho os pés gelados, mas sabe bem por vezes ficar simplesmente a ouvir o corpo e as suas manifestações.
E se do corpo apenas o frio dos pés responder, é bom então apurar o ouvido para a noite e para o mar a rugir como uma máquina mal oleada.
Mudo o rumo e começo a pensar em escalas. Eu e os meus pés de pequena superfície (um mero 37) gelada face ao macroscópico mar, gigantópica criatura.
É o suficiente.
Para um cérebro treinado para estabelecer comparações, é o suficiente para que o meu frio e a minha vigilia se encolham à insignificância do espaço que ocupam no vasto mundo que me ruge ao ouvido. E de repente estou out sonia, para escorregar para dentro do sono dos pequeninos.

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