sábado, 4 de fevereiro de 2012
Back to wasteland
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Refugio-me na ilha do desperdício onde o mundo corre pela janela como se fosse a paisagem a fugir de mim numa viagem de comboio nonstop. Vou com destino à wasteland. Comprei o bilhete, mas olho para fora e a vontade é mandar o bilhete às urtigas e sair no apeadeiro daquela esplanada onde se lê livros e ouve o mar.
Contamino ainda mais a vontade a pensar que enquanto eu vou e vou solitária, os outros são pelas paragens várias quem sabe viver. Os outros não me deveriam importar. Pensa que os outros não importam.
O que importa é que a wasteland tem um propósito. No fim da linha está mais um traço da linha maior que iniciaste. Pensa apenas nisso. Os outros devem ser apenas, meros adornos que figuram do lado de lá da janela, a quem não deves contas de nada. A única pessoa a quem queres provar que chegas lá és tu. Tu, a responsável por todo o teu rumo.
Volto a focar-me na wasteland, no comboio, na viagem e no destino final a que me propus. No próximo fim-de-semana quero estar do outro lado a ver o mar. No próximo fim-de-semana wasteland será worthland.
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