quinta-feira, 18 de julho de 2013
quarta-feira, 17 de julho de 2013
A Gaiola Dourada
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A ante-estreia do filme "A Gaiola Dourada" filmado na Quinta dos Malvedos no Douro é na próxima 2ª feira em Lamego.
terça-feira, 16 de julho de 2013
SMS nocturno
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And I-I, I wanna be you lover baby
I wanna be your girl
Blow a kiss and change the world, yeah
We're gonna make it through
You got me and I got you
Your bleedin' heart's at my command
If you don't love me to
Then bein' friends will do
Long as you let me in your bed!
domingo, 14 de julho de 2013
To whom it may concern
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Por mais romântica e motivadora que possa ser a ideia de uma alma inquilina da matéria, a morte é mesmo a última morada. The final destination.
Por aqui morrem pessoas e essa morte é anunciada.
O sino a rebate lembra-nos constantemente a fragilidade da matéria. Ouço-o agora e sei que mais uma alma está sem abrigo.
Na pastelaria local, coabitam cartazes de zumba fitness e obituários. Tudo isso sobre o apaziguador cheiro a café e pão fresco.
Nas cidades somos privados de más notícias. Vivemos numa estufa onde de forma asséptica afastamos o olhar da miséria, da doença e da morte. Ouvimos a sirene da ambulância e sentimos conforto ao pensar que as emergências salvam vidas. Adiamos o fim e o confronto com o tempo escasso que nos resta. Nenhum rebate sonoro nos esfrega na cara a morte dos outros e ficamos em choque com a morte dos nossos.
Talvez seja benéfica esta banalização do fim. Esta consciência calma de que no mesmo espaço onde saboreamos uma nata, sabemos de alguém que acabou. Esta quase maturidade de distinguir no toque do sino, o bater das horas, o chamar à missa e a despedida de uma pessoa.
Mais uma alma sem abrigo significa sempre mais a urgência de vivermos mais ainda.
Sinto-me um ser simbiótico cuja vontade de viver incrementa em função do sino a rebate.
Como se de um alarme se tratasse que dissesse: acorda, estás atrasada.
Por isso não posso desperdiçar a oportunidade de dar à alma substância que a alimente por toda a eternidade. E para que isso aconteça é preciso ouvir a vontade e silenciar os preconceitos, a culpa e a voz castradora que nos ata os passos.
Por isso não podes desperdiçar a oportunidade de dar à alma substância que a alimente por toda a eternidade. E para que isso aconteça precisas de ouvir a vontade e silenciar os preconceitos, a culpa e a voz castradora que nos ata os passos.
sábado, 13 de julho de 2013
O declínio das perspectivas
Desconfio das pessoas que convivem bem com o processo de envelhecimento.
Só o facto de se falar num processo indicia já que a coisa é demorada, sofrida e sem resolução.
Envelhecer é oxidar gradualmente. É esclerosar os vasos. É perder o viço dos esfíncteres e voltar a usar fralda. É ver todos os tecidos do corpo a escorregarem em direcção ao chão, numa obediência surda à gravidade. É sentir dia-a-dia menos força ou como uma amiga minha dizia: é sentir o corpo. De repente, o corpo que repousava em silêncio e sem peso na cama, passa a ganhar existência. E sentimos um peso nos ossos, nos membros. O corpo dói, a cama cansa.
Envelhecer é já não sermos surpreendidos. É ter visto umas quantas cenas iguais e encolher os ombros por falta de espanto.
Envelhecer é ter inveja de um bebé que ri à gargalhada quando alguém se esconde e aparece. Envelhecer é ter impaciência para o discurso inflamado dos jovens
Envelhecer é ser um pouco descrente (ou ainda mais do que sempre se foi) e sentir alguma sobranceria sobre quem ainda acredita.
Envelhecer é dizer: "eu não estou para aturar fretes...com a minha idade só faço o que quero" e considerar que a indiferença é uma vantagem.
Sobretudo envelhecer é um declínio das perspectivas, quando a vida já está tão canalizada que dificilmente transbordará.
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