sábado, 19 de julho de 2014
A eterna utopia
Lá está ela a pensar que é possível perseguir o impossível
Perguntavam-lhe e tu?
E ela pensava como nunca pensou nisso
Nunca idealizou um vestido, muito menos uma festa
Nunca sonhou com fogo de artifício ou com bolo
Nem sequer com uma casa ou com crianças à volta da mesa
Apenas e sempre sonhou com essa coisa antiquada de querer encontrar o amor
o grande, o absoluto e cheio de certezas
que nunca seria apenas o figurante dum dia festivo
Perguntavam-lhe e tu?
Pois não lhe servem vestidos brancos
Nunca os quis
Sempre quis o mais difícil
Um amor que sirva
de segunda pele
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