Tentando fazer uso da psicologia de bolso, ou das brilhantes edições do especialista instantâneo apetece-me agora aqui explanar sobre a influência da música no comportamento humano.
Esta dicotomia música-comportamento é um pouco mais complexa que o observador mais incauto possa pensar. Sim, porque nenhum sistema é observável sem alguma perturbação do sistema pelo observador, por isso aqui salvaguardo já a minha parte dizendo se não pensam o mesmo que eu, é porque a dioptria aumentou e estão a distorcer isto tudo.
Bem, então eu acredito, creio ou tenho a convicção (que chatice, agora apetecia-me abandonar este post enfadonho para explanar sobre a diferença entre a crença, o acreditar e o estar convicto) que as músicas alteram o nosso humor e que se isso for reconhecido, temos no nosso poder uma arma poderosíssima para nos "pormos de feição" (ai como adoro esta expressão) para fazermos alguma coisa. Por exemplo, quando eu era muito jovem e a vida para mim era um mistério (entra agora a banda sonora sonhadora...precisa ter violinos e talvez alguma harpa, porque o sonho coaduna-se sempre com estes instrumentos) eu comecei a gravar as cassetes temáticas (agora mais de metade da gente que frequenta a internet e que não frequenta este blog, na hipótese remota de ler este post diria...cassetes? wtf?). Pois essas cassetes constavam de música agrupada aos molhos de intenções. Havia a intenção de ficar bem-disposta perante a adversidade do mundo cruel e lá punha eu a cassete x a tocar no gravador do peugeot 205. E daí a perceber que o meu cérebro era uma criança manipulável com meia dúzia de guloseimas, foi um instante. Assim surgiu esta minha crença do in the mood. Consigo dirigir a minha disposição com algumas músicas bem escolhidas. Claro que por vezes, o tamanho do everest que se sentou ao nosso colo é tal que nem uma música o consegue demover e nesse caso, o exagero de boa disposição musical pode ser uma ofensa, mais do que uma cura. Pode-nos dar uma vontade de esganar o mundo inteiro, apenas porque uma música é exageradamente optimista. Assim sendo, há que ir com moderação e ouvir coisas cada vez menos negras até ao ponto de equilíbrio, onde sabemos que do outro lado do passeio está um dia bom e atravessa-lo custa tanto quanto deixar que o sinal mude para verde.
Com um pouco de treino, garanto-vos que vocês conseguem condicionar o vosso cérebro a deixar de pensar no que não querem. E quando descobrem os melindres e as subtilezas da vossa disposição sentem-se donos de um poder imenso.
Se nada resultar, um copo de licor de chocolate também tem sido descrito como potencialmente útil ao controlo da disposição
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