sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Anunciaram e garantiram que o mundo ia-se acabar



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Por hoje ainda há mundo, mas eu gostava de me fazer de Adriana e anunciar e garantir que o mundo acabará. Sob o manto do "vale tudo" fico a cismar no que faria.
Imaginar que seguia a vontade e estaria a caminho de ti.
Desejos simples os meus. De apenas partilhar a tarde, o dia ou a noite. E ficar a saber o que lês e o que vês, eu que tenho lido e visto muito pouco.
Se o mundo acabasse não poderia deixar de ver o mar. Poderíamos até partilhar um sofá, uma manta e quem sabe um gato numa qualquer varanda de onde o bramir se ouvisse e visse.
Talvez preferisses chá, mas eu na eminência do fim do mundo queria um vinho, tinto vivo.
Talvez que na eminência do mundo no fim, me deixasses voltar ao início. Ao tempo que conheci os teus lábios, os mesmos de quem sinto falta. Há beijos e palavras que não se esquecem.

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