sexta-feira, 10 de junho de 2011
A cover a day puts the doctor away #11
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Cry me a river, inicialmente composta para a voz de Ella Fitzgerald é uma música que parece aqueles pratos tradicionais muito bons e que se imagina logo que são uma base neutra para com um twist se transformarem em algo surpreendente. Gosto especialmente destas versões femininas:
- Björk: para mim a incontornável Björk que põe sempre algo mais que a voz em tudo o que canta (e que piano fantástico, a acompanhar!);
- Lisa Ekdahl, cantora sueca, com um jazz luminoso que lembra uma tarde morna ao pôr do sol;
- Julie London, esta versão, apesar de não ser a primeira é aquela que me parece a base mais clean, onde todas as outras adicionaram pitadas de condimentos
- Ella Fitzgerald....se o sorriso não é uma questão de dentes, é aqui bem patente que uma boa interpretação não é uma questão de voz. Nesta voz vivem muitas mais coisas que uma simples vibração de cordas vocais e quando a ouço, ouço mil cambiantes de notas que vão muito além da voz. Como se ao ouvir Ella, ela mesma se fizesse ouvir.
E agora choro um rio inteiro, por ter que ir trabalhar
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