Crítica ao filme "The tree of life" de T. Malick:
"Those less inclined to be generous might note that the central section of Tree is a mass of clichés: a baby being born to adoring parents mesmerized by his tiny foot, kids roughhousing in the front yard, a long-suffering mother long suffering,(...)
But holiness is the theme here, as frequent invocations to God and family – all breathed in a pseudo-profound whisper – make clear (...)
Bringing up questionable dichotomies between grace and nature via voice-over helps little. These people are simply clichéd props to deliver Malick’s increasingly out-of-touch vision of dubious spiritualism."
Bem, pensei que estava sozinha no mundo. Sou um bocado fundamentalista nas opiniões sobre os filmes. E sobre o filme tree of life a minha opinião é: clichés em cima de clichés, adornados com imagens pseudo-profundas e a cereja em cima do bolo é uma irritante voz de narrador em sussurro. Um filme assumidamente mau e pseudo-intelectual sem pingo de profundidade, apenas lugares comuns a começar pela imagem do pézinho do bebé.
Bem, dá-se o caso que quando tão veemente (convicta que seria entendida) expressei esta opinião, vi que estava sozinha. Os meus amigos tinham gostado (não só gostado, mas gostado muito), e as opiniões são polos opostos da minha.
E isto, que poderia ser entendido apenas como uma série de opiniões diversas da minha, na verdade na minha cabeça torna uma proporção mais preocupante. É que eu vejo placards luminosos em cima da cabeça de pessoas que admiro e gosto. E gostar de filmes do calibre do "tree of life" é razão para fundir uma meia centena de luzes de uma só vez nesse placard luminoso.
Serviu-me de consolo o facto de ter lido no indiewire, no meio de tantas aclamações ao filme, uma alma caridosa (e com um placard certamente resplandescente de brilho e luz) que partilha inteiramente a minha opinião - Senti que ainda há esperança no mundo. Uffa!
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