segunda-feira, 12 de março de 2012
A que soa a paixão?
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A banda sonora de filmes raramente me motiva. Talvez porque não me soem as músicas escolhidas a nada que em mim se traduza. Pensando nisso, penso ainda que cada um terá a sua banda sonora (gosto da expressão trilha sonora, mais abrasileirada, mas que traduz a imagem de um caminho que se percorre).
Em forma experimental e para desafiar o meu intelecto tão ensopado em tosse e dores e corpo, venho aqui de vez em quando dizer a que soa o que sinto.
Começo pela questão que hoje procuro, por entre lenços de papel, e vontade de amolecer. Busco a paixão que sei estar algures sob a febre, sob a gripe e sob a vontade de dormir. Busco a temperatura do sangue quando ele corre mais do que para expulsar agentes patogénicos.
A que soa a paixão? Como resgata-la do fundo de mim com uma música apenas?
Para mim a paixão (não a amorosa, mas aquela que nos move todos os dias, e que nos faz desejar mais do que o que temos) soa a um poema do Ari dos Santos. Soa a cavalos livres e desenfreados, soa a gomos de sumo com travo amargo e doce. Soa a irreverência, a vontade de desafiar. A crença no que é certo. A superação. A utopia. A temperatura e explosão. A contradição e sim também a desorientação. A desassossego.
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