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Esta música é, a par com "que o amor não me engana", a minha preferida do Zeca Afonso.
Ouço nas músicas do Zeca Afonso muito mais do que mensagens de intervenção.
Esta obviamente contém uma mensagem política de revolta e de mudança.
Mas isso está apenas na superfície da música.
Quando a ouço (e esse é o mal de tornar algo público) sou eu que ouço. E como sou eu que ouço, apodero-me da música, pelo que aquelas palavras servem para os meus egoistas propósitos. E antes do meu país estou eu. Eu e o meu mundinho privado de revoluções e quedas de regimes.
Hoje, para mim, estas palavras são o revés do "parabéns a você".
Porque envelhecer é uma morte lenta do que fomos.
Dia após dia algo do que eramos se transmuta numa outra coisa. Não necessariamente pior ou melhor, mas apenas diferente.
Mas há partes do que somos que lamentamos perder.
E o pintor, aquele que fantasia dentro de nós, é sempre a primeira vítima.
domingo, 25 de março de 2012
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