quinta-feira, 26 de abril de 2012

Mar e Mar













Via-me eu Marítima
pelo Mar contido no nome
e por trazer dentro a vontade
feita vaga
Ondas
que crescem e se desfazem
na violenta espuma

Sabia-me eu a Mar
de aparência plúmbea e azul
de guarda-sombras
E se faltarem evidências do mar que era
mostro dele os monstros marinhos
que me moram em aparente planitude

Mas tu Marinha, mais Marítima do que eu
Tu abrigas mais mar
Desse todo mar que é fresco e cura
Dessa tanta água que é prata e reluz ao sol
E reflecte as noites e o luar
Tu sim és feita desse mar que se estende
E atinge horizontes ou suspende
velas de barcos embalados nas ondas
Tu sim tens água límpida que brame e dá guarida aos corais

Não sei de que tempestade vieste
Sempre ouvi dizer que a corrente violenta
Traz ao areal uma paz posterior
Sei apenas que surgiste tu, Marinha
De um Mar melhor que o meu
Para me render o cansaço
De não mais maré sozinha

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