sábado, 19 de maio de 2012

Des(norte)ada



Interessante o facto de a perda do norte ser um sinónimo de perda de orientação. Tem a ver com certeza com o que dizíamos sobre a bússola que aponta o norte magnético terrestre. 
Mas se a terra é um grande iman, o que seremos nós? 
Seremos apenas conduzidos nesta atracção para um polo? 
Ou não seremos nós também polos actuantes sobre os outros e sobre todas as coisas?
Se existe uma declinação entre o que a bússola aponta e o norte que é, não teremos nós também declinações entre o que queremos seguir e o que realmente nos magnetiza?
E porque é que na linguagem de um modo inconsciente usamos palavras descritivas deste magnetismo? Porque falamos em atracção entre pessoas? Porque classificamos alguém de magnético? 
E porque é que a consciência de tudo isto vem depois da sensação? Como se algo em nós soubesse melhor e percebesse primeiro...instintivamente.
E às vezes reconheço que algumas coisas têm que significar mais do que aparentam. 
Os livros e as viagens que inconscientemente escolhi são bússolas afinal.

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