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Num "o que é Nacional é Bom" nunca poderia deixar de fora o Carlos Paredes. A música dele emociona-me muito e se há algo que expresse a língua portuguesa melhor que muitos textos eloquentes, é o som desta guitarra. Quem compreende este som sabe o que é ser português. É uma linguagem aposta nos genes, por intermédio de uns órgãos mutantes que resultam de uma qualquer etapa evolutiva entre o ouvido e o coração. Como se a dada altura da nossa vivência nascêssemos mais portugueses do que nos deitamos.
Foi assim comigo. Ouvi esta música pela primeira vez há muitos, muitos anos e no outro dia já não era a mesma. Ou era mais um pouco de mim do que o costume.
E agora mesmo que me banhe no Índico ou mergulhe no Pacífico, esta guitarra não desbota e está inscrita junto às guaninas e às timinas fazendo a dupla hélice rodar em dias de vento.
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