quarta-feira, 9 de maio de 2012

Música que passava no meu peugeot 205 #5



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Conheci a Marisa Monte pelas minhas divagações pelo all music guide, meu desporto favorito de compensações pós-exames.
Assim, para levar a bom porto as épocas de exames da faculdade, no dia de cada exame, o meu prémio era ficar a deambular pelo site do AMG. Tudo funcionava mais ou menos desta forma: pensava num grupo de música, ou numa música que gostava muito. Pesquisava no AMG e depois havia uma parte no site que dava sugestões: "quem gosta disto, normalmente também gosta de x...e o link". E assim ia de x em x e de gosto em gosto a percorrer uma estrada musical ouvindo pelo caminho exemplos de músicas dos autores ou grupos sugeridos. Como passei uma fase exclusivamente MPB, da qual o Chico Buarque e o Vínicius de Morais me persistem, acabei por ir parar à Marisa Monte e ao seu cd rosa e carvão. Então no mecanismo compensatório habitual, no exame mais difícil, ou no fim dos exames eu fazia a minha incursão às lojas de vendas de cds para comprar um ou dois daqueles que mais se salientaram.
Não, nada de centros comerciais, a fnac foi uma bênção (?) tardia. Antes eu ia mesmo à baixa à tubitek e ainda a uma loja que ficava na 31 de janeiro, cujo nome não me recordo.
E depois passar do cd comprado para a k7 que ouviria no walkman e no meu Peugeot 205 era uma nova fase de deleite. Estar na sala a gravar a k7 com todas as músicas do cd e depois gravar outras com os mix de músicas preferidas e/ou temáticas, era puro prazer. Ainda hoje adoro a sensação de tirar o plástico tranparente de um cd e ficar no sofá a acompanhar as músicas com o livrinho.

Bem, Marisa Monte tem uma grande voz. Hoje em dia não a ouço muito, pois o seu percurso foi-se distanciando do que eu ouvi no rosa e carvão. Ainda a segui de perto por outros álbuns como o: Marisa Monte; o Mais e o Barulhinho Bom, mas depois perdi-lhe o rasto e zanguei-me com ela definitivamente quando a ouvi na muito batida música dos tribalistas, cujo refrão (amor I love u) me irrita solenemente por achar: 1) que a MM é melhor que aquilo; 2) que é muito piroso 3) que igualmente piroso é o sucedâneo brasileiro do nosso Vitor Espadinha que narra na música uma série de coisas tão pirosas como o refrão.

Desta Marisa Monte antiga que tem uma voz muito bonita (mais bonita ao vivo...sim também a vi no coliseu) deixo este "ao meu redor" que é a descrição na medida certa da presença de uma ausência.

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